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quarta-feira, 10 de julho de 2019

O BRINCAR

A educação infantil é o primeiro contato com a educação sistematizada que a criança tem contato, ou seja, ela sai do seio família e passa a receber outra fonte de educação.
De acordo com os Parâmetros Nacionais da Educação Infantil do nosso país, a instituição de educação infantil é um dos espaços de inserção das crianças nas relações éticas e morais que permeiam a sociedade na qual estão inseridas. Ela ajuda ao desenvolvimento físico, social, motor, emocional e psicológico do indivíduo, que está em formação. Sendo a primeira etapa da educação básica, colabora no desenvolvimento global do ser humano.
O conceito da educação infantil também aparece no texto legal, Leis de Diretrizes e Bases, 9394/96 no art. 29 dizendo que a educação infantil é conceituada com a primeira etapa da Educação Básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Na educação infantil a criança terá as condições aprender a conhecer, questionar, opinar escolher participar e descobrindo valores, costumes e sentimentos, através das interações sociais, e nos processos de socialização, o desenvolvimento da identidade e da autonomia. A criança terá papel fundamental no processo de ensino aprendizagem.
A criança é ativa e participativa diante da aprendizagem na educação sistematizada das creches e pré-escola. As propostas pedagógicas da educação infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, nas interações com seus pares constrói identidade fantasia, desejo, sentimentos produzindo e reproduzindo sua cultura.
Nas creches e pré-escolas as crianças desenvolvem o sentimento de interação com um indivíduo que não faz parte da sua família, antes apenas no seio familiar, ele terá um espaço para compartilhar os brinquedos e até mesmo os próprios sentimentos.
Nesse primeiro contato com as instituições de educação não está voltada para conteúdo ou conhecimento formal, pois a educação infantil atua sobre a interação e a brincadeira, proporcionando suas próprias experiências e passam a ter relações fora do seio familiar.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Reforço Escolar




O Reforço Escolar só é recomendado para alunos que perderam alguma informação, por terem adoecido, passaram por uma situação crítica temporária e ou na avaliação diagnóstica percebeu-se que é passível de acompanhamento se o aluno rever determinado conteúdo. Caso contrário, é desaconselhável, pode levar ao empobrecimento e não ao crescimento e, se as causas do não aprender forem mais profundas, pode conduzi-los ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas.
Leila Sara José Chamat

domingo, 2 de junho de 2019

Estudar sempre!!!

E se não aprendeu, então tem que aprender rápido!!
Buscar conhecimentos, aprimorar e atualizar os que já temos é fundamental em qualquer profissão e para qualquer profissional engajado.
Fica a dica.

sábado, 1 de junho de 2019

Como cuidar de um filho com autismo

HOJE TRAGO UM TEXTO PARA REFLEXÃO


1. Demonstre carinho

“Uma criança autista nunca gosta de afeto e não aceita carinho de ninguém”. Você já ouviu essa frase? Pois saiba que esse é um mito que cerca o autismo. Crianças com essa síndrome fazem contato sensorial diferente de uma criança não autista. E para que elas se desenvolvam melhor, os pais devem demonstrar amor.
Eles precisam reparar no nível de sensibilidade da criança. Por exemplo, filhos muito sensíveis a toques e abraços podem ser tratados com sorrisos e palavras positivas. Recomenda-se ainda a fazer sinais com a mão e até se oferecer para dar um abraço.
Já as crianças com um autismo mais severo precisam de mais cuidados na abordagem. Pois elas podem ficar irritadas e violentas se forem tocadas sem avisar. Nesse caso, vale o método de tentativa e erro. Quer dizer, identifique qual é o momento e o gesto que seu filho gosta. Às vezes, é melhor deixar a criança ir até você e oferecer um abraço.

2. Brinque com seu filho

Uma pessoa com autismo precisa ter suas habilidades estimuladas. E as brincadeiras podem ser uma ótima ferramenta nesse processo. Isso porque elas conseguem incentivar o desenvolvimento neuropsicomotor do corpo.
Um exemplo de brincadeira com esse potencial de estímulo é fazer cócegas. O adulto convida a criança para brincar e faz pequenas cócegas nos pés dela, por exemplo. Ao reparar que a criança sorriu, deve-se fazer um pausa, dando a sensação de suspense. E depois tentar fazer cócegas novamente. Esse tipo de brincadeira ajuda a ativar a percepção sensorial da criança. Também faz com que aumente uma relação mais afetiva com o adulto.
Outra sugestão de brincadeira é por meio de jogos. Quebra-cabeças, cartas coloridas, brinquedos que se encaixam são ideias para estimular a coordenação motora. Além disso, essas brincadeiras que trabalham com desafios ajudam a criança autista a cumprir tarefas até o fim.

3. Estimule o contato com outras pessoas

Muitas vezes pode parecer que uma criança autista não quer se relacionar com outras crianças. Mas o que acontece, em muitos casos, é que ela não consegue começar uma conversa ou participar de uma brincadeira.
Nessas situações, o pais devem ajudar a criar os laços de interação social. Por exemplo, convidar outras crianças para brincar com o filho autista. E podem ser atividades das mais simples, como passar a bola ou fazer parte de um jogo de basquete. Isso ajuda a criança a se sentir incluída.
Além disso, o pais podem ensinar o seu filho autista a dar algumas respostas socialmente adequadas. É o caso de momentos em que a criança ri de outra que acabou de tomar um tombo. Nesse contexto, é preciso ensiná-la a perguntar se o colega precisa de ajuda para se levantar.
O riso da ocasião não demonstra perversidade da criança autista, mas mostra que ela tem uma desorganização para encontrar respostas apropriadas para as situações. Por isso, os pais devem intervir nesses casos.

4. Crie formas de comunicação

A linguagem é uma capacidade muito difícil para crianças autistas, mas é possível desenvolver a comunicação com elas por meio visual. Elas conseguem aprender quando alguém mostra o modo de fazer, em vez de apenas falar com elas.
Sendo assim, faça junto com seu filho quando for ensinar um gesto. Por exemplo, você quer que ele aprenda a apontar para coisas. Segure-o pela mão, separe o dedo e demonstre como indicar os objetos e as coisas que estão ao seu redor.
Nesse processo, é preciso mostrar mais de uma vez, pois repetições prolongadas auxiliam no aprendizado. No primeiro momento, pode parecer que a criança não se esforça, mas com o tempo você vai reparar como ela responde corretamente.
Outro detalhe é que o nível de compreensão e representação vai mudar quando a criança autista começa a crescer. Para não perder a comunicação, antes de ensiná-la a ler, por exemplo, dê orientações visuais. É o caso de apresentar fotos, desenhos simples. Assim, ela vai combinando imagens e palavras e depois somente as palavras.

5. Imponha limites

Principalmente por causa da dificuldade em expressar seus próprios sentimentos e por geralmente compreender a linguagem de uma forma mais literal, a criança autista tem dificuldade em aceitar mudanças impostas e pode reagir com raiva ao ser contrariada ou sentir-se frustrada.
Apesar disso, como toda criança, ela precisa ter limites e os pais não podem ceder às suas ameaças ou crises de fúria. Quanto mais cedo os limites forem trabalhados e estabelecidos, mais facilmente eles serão aprendidos.
Mas é preciso ficar de olho nos ataques explosivos, birra ou comportamentos agressivos. Esses também são formas de comunicação da criança autista com os pais. Pode ser sinal de que seus sentimentos se sobrecarregaram. Ou ainda, pode ser que algo de mais sério esteja acontecendo. Afinal, crises alérgicas, distúrbios do sono e inflamações gastrointestinais deixam a criança muito perturbada.
Por isso da importância de reparar a frequência desses tipos de comportamentos. Anote o que ocorre nessas situações, os horários e inclusive as pessoas que estavam no momento. É preciso saber se há um padrão e solicitar ajuda médica.
Percebeu que com dedicação e carinho não é tão difícil cuidar de um filho com autismo? De qualquer forma, é importante não ter vergonha de pedir ajuda. Nada melhor do que buscar a experiência de outros pais que lidam com o autismo. Assim, você vai estar mais preparado para cuidar do seu filho.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

ESTOU, DE VOLTA PRO MEU ACONCHEGO....

HOJE RETORNO PARA MEU CANTINHO, ONDE FUI MAIS FELIZ QUE TUDO!
RETORNO COMO SOU REALMENTE!
PEDAGOGA!
APRENDENTE E ENSINANTE, ENSINANTE E DESPERTANTE!
HOJE MUITO MAIS SABIDA E MUITO MAIS ÁVIDA DE SABERES!

VAMOS FAZER DESTE ESPAÇO, UM GRANDE ESPAÇO ENSINANTE!!

A INCLUSÃO  ACONTECE QUANDO...
"SE APRENDE COM AS DIFERENÇAS E NÃO COM AS IGUALDADES."
Paulo Freire

terça-feira, 2 de julho de 2013

Mais dinheiro ou mais capacitação, para a educação no país?

 Continua o debate...vejam no outro post o que já comentaram.

http://www.cantinhodaprohelena.com/2013/06/novos-professores-para-um-novo-mundo.html


"Simplesmente não acredito que dando mais dinheiro aos professores e diretores que estão em nossas escolas hoje,
sem exigir nenhuma contrapartida ou melhorar sua capacitação, nós teremos um ensino de melhor qualidade. O
problema principal dos funcionários de nossas escolas não é de motivação: é de preparo".
 

Gustavo Ioschpe


Gostaria de iniciar com essas palavras, um pequeno debate sobre a educação no nosso país. Deixem seus comentários e vamos participar !!!!

QUEM PARTICIPAR DO DEBATE, DEIXANDO O SEU COMENTÁRIO,E ME SEGUINDO, PARTICIPARÁ DO SORTEIO DE UM LIVRO !!!!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Novos professores para um novo mundo

"Simplesmente não acredito que dando mais dinheiro aos professores e diretores que estão em nossas escolas hoje,
sem exigir nenhuma contrapartida ou melhorar sua capacitação, nós teremos um ensino de melhor qualidade. O
problema principal dos funcionários de nossas escolas não é de motivação: é de preparo".
 

Gustavo Ioschpe


Gostaria de iniciar com essas palavras, um pequeno debate sobre a educação no nosso país. Deixem seus comentários e vamos participar !!!!

QUEM PARTICIPAR DO DEBATE, DEIXANDO O SEU COMENTÁRIO,E ME SEGUINDO, PARTICIPARÁ DO SORTEIO DE UM LIVRO !!!!

sábado, 8 de junho de 2013

OS FILHOS QUEREM COLO!!!

Visitando minhas amigas da net, encontrei no blog Cantinho do Blog este texto maravilhoso, e resolvi trazer .É emocionante, e nos faz pensar enquanto pais, e enquanto educadores!!! 

Os filhos querem colo. .. sempre! No dia 12 de maio de 2011, uma amiga do meu filho pulou do 8º andar do prédio onde morava na Rua Emiliano Perneta. Era uma adolescente. Tinha acabado de almoçar, estava com o uniforme do Colégio Bom Jesus, e a mochila nas costas, o que indicava que iria para o colégio à tarde, pois nas quartas e sextas eles têm aula o dia todo. Foi um choque para todos os colegas! Aí vem a pergunta: Por quê? Ela tinha apenas 15 anos. Que problemas uma menina de 15 anos pode ter? Fiz esta pergunta ao meu filho, e a resposta me deixou chocada... Ele me disse: - Mãe, eu acho que era falta de colo. Questionei: - Como assim? E ele me disse: - Hoje em dia, os pais trabalham praticamente o dia todo, sempre com a mesma desculpa de que querem dar aos filhos tudo aquilo que nunca tiveram e, na maioria das vezes, eles estão conseguindo. Eles estão dando um estudo no melhor colégio, cursos de idiomas, dinheiro para gastar no shopping, um computador de última geração pro filho ficar enfiado em casa durante o pouco tempo livre que sobra, roupas, tênis, celular, tudo muito caro, etc... E sempre cobrando da gente boas notas, pois estão investindo muito... Na maioria das vezes, os pais não têm mais tempo para os filhos, não conversam mais, não fazem um carinho... Ele fez uma pausa. Eu estava boquiaberta com o que ele acabara de falar-me e meus pensamentos foram a mil. Mal comecei uma frase - Meu filho, você tem razão. É isso mesmo... E ele me interrompeu dizendo: Mãe, quando a gente chega em casa, o que mais a gente quer é o colo da mãe. Quando vai mal nas provas ou quando acontece alguma coisa ruim, a gente quer colo. Por que você acha que hoje tantos jovens são quase revoltados? Na maioria das vezes, eles estão querendo chamar a atenção, ser notados... Só que no lugar errado e de forma errada: na rua e com violência. - Dei um grande abraço em meu filho, beijei-o com muito carinho. E lhe disse: Meu filho, espero que a morte da Joana não tenha sido em vão, pois quem sabe desta forma muitos pais vão repensar suas atitudes para com seus filhos! Ele olhou-me carinhosamente e concluiu, antes de sair para a escola: Não somos máquinas, mãe. Não somos todos iguais. Não é porque o filho da vizinha tira só dez que todos nós vamos tirar 10. Talvez, nem todos nós queiramos falar inglês! Seus olhos cheios de lágrimas revelavam a dor que sentia pela morte da colega e, ao mesmo tempo, o quanto meu filho valorizava a nossa família. Já fora de casa, ele voltou correndo e me deu um forte abraço e me disse: - Mãe, obrigado por eu poder contar sempre com você nos maus momentos...E, obrigado, também, pelas broncas, pois sei que as mereço. =========== Depois que ele virou a esquina, fechei suavemente a porta, pensativa e convencida de que o tempo e o amor são os melhores investimentos que podemos fazer pelos nossos filhos. O resto é consequência. Nada é mais importante que estes meios essenciais para a felicidade de nossos filhos. E, sem dúvida, só assim poderemos também ser felizes com a consciência tranqüila de ter cumprido bem a nossa missão de pais. (Texto anônimo, circulando na Internet)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ACOLHIMENTO DE BEBÊS NAS CRECHES- NOVA ESCOLA

Pesquisando na net, encontrei esse projeto maravilhoso que pode ajudar e muito as educadoras,professoras e coordenadoras de creches.Vale a pena estudar.


Objetivos
- Construir um ambiente de acolhimento e segurança para os bebês e suas famílias.
- Estabelecer diálogos com eles e ressignificar os gestos, as ações e os sentimentos por meio da linguagem.

Conteúdos
- Inclusão das famílias no processo de adaptação.
- Respeito às singularidades de cada criança.

Idade
Até 2 anos.

Tempo estimado
Duas semanas.

Material necessário
Objetos de apego dos bebês e para os cantos de atividades diversificadas, uma foto de cada criança e livros de literatura infantil.

Flexibilização
Bebês com deficiência intelectual costumam apresentar um desenvolvimento mais lento que os demais. No entanto, no caso de deficiências menos severas, essas diferenças podem ser pouco notadas nos primeiros anos de vida. O bebê é capaz de desenvolver sua mobilidade (mesmo que tenha algumas limitações motoras) e também a capacidade de comunicação, embora costume apresentar dificuldades de equilíbrio e de orientação espacial. Certifique-se das limitações desta criança, respeite o ritmo de cada bebê e conte muito com a ajuda dos pais ou responsáveis para adequar os procedimentos nas situações de cuidado e de aprendizagem. Repetir atividades e oferecer objetos que façam parte do dia a dia do bebê são ações fundamentais que ajudam a criança nesse processo de acolhimento. Organizar um caderno de registros, com as evoluções e dificuldades de cada bebê em diferentes situações de aprendizagem também contribui para diagnosticar eventuais dificuldades da criança.

Desenvolvimento
1ª etapa
Leia a anamnese dos bebês ou entreviste seus familiares. Converse com eles sobre a possibilidade de uma pessoa próxima à criança acompanhar o período de adaptação e participar de situações da rotina para compartilhar formas de cuidados com o educador. Não é preciso que os pais estejam presentes. Outros responsáveis, como avós, tios e irmãos mais velhos, podem participar dos primeiros dias.

2ª etapa
No primeiro dia, acompanhe os responsáveis nas situações de cuidado, como banho, alimentação e sono, e observe procedimentos e formas de interação (a entrega do objeto de apego no momento de sono, como foi interpretado o choro etc.). Monte alguns cantos (por exemplo, com jogos de encaixe) e se aproxime dos pequenos. Depois, faça uma roda com eles e as pessoas de sua referência para despedida e transforme os gestos e as ações observados em palavras. Converse sobre as brincadeiras, os interesses e o que foi possível aprender sobre eles: João gosta de bola, Marina tem um paninho etc. Fale que novas brincadeiras serão feitas no dia seguinte. No segundo dia, organize outros cantos, com bacias com água, bonecas e livros, por exemplo. Circule e participe das situações. Oriente as pessoas que acompanham o processo a ficar no campo de visão do bebê, mas que procurem desta vez não interagir o tempo todo. No momento de trocar a fralda, a referência familiar pode ficar ao lado do educador, enquanto ele realiza o procedimento explicando à criança o que foi que aprendeu sobre ela ("Eu já sei que você adora segurar seu urso ao ser trocado. Pegue aqui").

3ª etapa
No terceiro dia, brinque e abra espaço para a expressão de sentimentos e gestos. Procure dar sentido às ações com base nas experiências que os envolvem ("Seu bebê está com fome, José. Vamos preparar uma sopa?). As pessoas que acompanham os bebês podem se afastar do campo de visão deles. A saída deve ser comunicada às crianças. No quarto dia, mostre cantos variados. À medida que demonstrarem segurança, faça as despedidas das pessoas que os acompanham. Anuncie onde estarão (quem ainda fica na creche, quem vai tomar um café ou quem vai embora). Brinque e acolha os possíveis choros, pegando no colo, oferecendo brinquedos etc. Leia uma história.

4ª etapa
No quinto dia, componha o ambiente com os três cantos que mais atraíram no decorrer da semana. Selecione fotos dos pequenos para a composição de um painel. Nesse dia, apresente cada um, diga o nome, do que já brincou, se é sapeca, brincalhão etc. Quando os responsáveis vierem buscá-los, compartilhe esse painel na presença dos bebês e crie um contexto de conversa que demonstre o pertencimento deles à creche ("Agora esta sala é da Estela também. Olha onde fica sua foto."). Na segunda semana, planeje os cantos com base nos interesses das crianças e no que julga pertinente para ampliar as experiências delas com o mundo -- a repetição de propostas é importante.

Avaliação
Observe o comportamento dos bebês. Se possível, empreste um brinquedo às mais resistentes, diga para cuidarem bem e trazerem de volta à escola.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

MUSICA DA TARTARUGUINHA- REPOSTAGEM

Pessoal, essa musiquinha meu filho cantava qd estava na pre escola!!!Eu tenho vontade de chorar cada vez que lembro...saudades...e pq era muito fofinho cantando essa musica com dozinha da tartaruguinha...Não descansei enquanto não achei a letra para publicar!!!Que bom que estão gostando!!!Hoje ele já está com 27 anos!!!E então utilizo na escola com os meus pequenos.



Musica da tartaruguinha

Ouvi contar uma história.
Uma história engraçadinha.
Da tartaruguinha.
Da tartaruguinha.

Houve uma festa lá no céu.
Mas o céu era distante.
E a tartaruguinha viajou,
Na orelha do elefante.

Quando a festa terminou,
A bicharada se mandou
Quem viu a tartaruguinha
Quem viu?
Lá do céu ela caiu.


São Pedro o céu varreu.
e dá pobrezinha se esqueceu.
Ela disse ai meu corpinho
Está todo de fora!
Como é que eu vou fazer Pai do Céu?
Como vou viver agora?

Pai do Céu juntou os caquinhos e colou
Mais bonita ela ficou....

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dia Nacional de Combate a Abuso de Crianças

                                                                                                                                                          Dia Nacional de Combate a Abuso de Crianças


No dia 18 de maio de 1998, durante o I Encontro da Ecpat (End Child Prostitution, Child Pornograply and Traffiking of Children for Senual Purposes) - organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças no Brasil e em outros países -, realizado na Bahia, cerca de oitenta entidades públicas e privadas se reuniram. Ao final do encontro, decidiram criar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Esse dia foi instituído legalmente, por meio da lei no 9.970, de 17/5/2000.
A criação da data teve o objetivo de repudiar o abuso e a exploração sexual infanto-juvenil e de não ser esquecida a história de Araceli Cabrera Sanches, que aos 8 anos de idade foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muitos brasileiros acompanharam essa trágica história desde o início, mas ninguém ousou denunciar os criminosos, decretando, assim, a impunidade dos assassinos. Apesar da cobertura da mídia e do empenho de alguns jornalistas, o Caso Araceli ficou impune. Sua morte, porém, ainda causa indignação e revolta.
O dia 18 de maio é marcado pela mobilização de toda a sociedade, com o objetivo de lutar contra esses abusos. Há muitas campanhas de incentivo à denúncia, reforçando o slogan "Esquecer é permitir. Lembrar é combater". Tais campanhas divulgam o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), por meio do seu Laboratório de Estudos da Criança, constatou que a cada ano há, invariavelmente, mais de mil ocorrências de violência sexual contra crianças e adolescentes. No mesmo período a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) registrou 1.500 denúncias de abuso sexual; 58% dos casos aconteceram dentro da própria família da vítima. Há outros dados: em 80% dos casos de abuso sexual, a vítima é do sexo feminino; 49% dessas crianças têm entre dois e cinco anos de idade. A exploração sexual infanto-juvenil é a utilização de crianças e adolescentes com fins lucrativos; o abuso sexual diz respeito às situações em que a criança ou o adolescente é submetido, forçosamente e sob ameaça, à prática sexual com o adulto.
O número de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual é crescente e assustador. Além disso, como em muitas situações o crime é praticado por membros da família da vítima, geralmente o caso é abafado e não é denunciado às autoridades competentes.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é o único representante do Poder Judiciário que integra a comissão de trabalho interministerial que combate a exploração sexual de crianças e adolescentes. Tal comissão tem como objetivos principais implantar uma política nacional de enfrentamento a esses abusos e estabelecer um cronograma de ação conjunta de entidades governamentais e não-governamentais para coibi-los.
A lei no 9.970, de 17/5/2000, instituiu este dia de comemoração nacional, por meio do projeto criado pela deputada Rita Camata, com sanção e promulgação do presidente Fernando Henrique Cardoso.

sábado, 26 de março de 2011

PORTAL EDUCATIVO


Vem da coordenadora Rosani Aparecida dos Passos Bechelli uma sugestão que pode ser útil para as escolas que possuem o Laboratório de Informática. Trata-se do novo portal para crianças de seis a onze anos que cursam o ensino fundamental.

Estudantes do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas de todo o país, podem acessar o conteúdo da Britannica Escola Online em português. A ferramenta de ensino está disponível pelo Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O conteúdo pode ser acessado em computadores localizados nas dependências das escolas públicas. São mais de 27 milhões de alunos que poderão utilizar os recursos do Portal Britannica Escola Online, conforme dados do Centro Escolar 2010, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).
Ao acessar a interface da Britannica Escola Online, alunos e professores poderão utilizar durante o processo de aprendizado ferramentas de ensino e recursos multimídia disponíveis no Portal, como artigos de enciclopédia, imagens e vídeos, um atlas do mundo que incorpora a tecnologia do Google Maps, biografias, notícias diárias voltadas para as crianças, recursos interativos de geografia, jogos interativos, entre outros.
"Os professores podem criar planos de aula de forma eficiente e eficaz pela utilização da busca por assunto. Também terão acesso aos recursos do Portal do Professor do MEC, através do link ‘Recursos para o Professor'. Já os alunos deverão ser capazes de pesquisar de forma mais eficaz e aprimorar as habilidades adquiridas em sala de aula", explica Adriana Rodrigues, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Encyclopædia Britannica para o Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia;
Educação básica
Com a assinatura da Britannica Escola Online e a disponibilização do conteúdo a alunos da rede pública, o Portal de Periódicos passa a atuar também no processo de formação e qualificação de professores da Educação Básica. Essa missão foi assumida pela Capes em 2008. A Fundação, que sempre atuou no fomento e avaliação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), passou a atuar também no desenvolvimento de programas e ações voltados à educação presencial e à distância de professores do ensino fundamental e médio.
Fonte: CAPES

CAPACITAÇÃO DO EXPOENTE

A PROFª JOSI DO 1ºANO A, PARTICIPOU DA CAPACITAÇÃO DO EXPOENTE E NOS TROUXE ESSAS IDÉIAS APRESENTADAS NO DIA.
OBRIGADA PROFESSORA POR SUA PARTICIPAÇÃO.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Avançando nas hipóteses de leitura

PRATICANDO A LEITURA - Seqüência Didática

OBJETIVOS

  1. Refletir sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita.
  2. Acionar estratégias de leitura que permitam descobrir o que está escrito e onde (seleção, antecipação e verificação).
  3. Usar o conhecimento sobre o valor sonoro das letras (se já aprendido) ou trabalhar em parceria com quem faz uso do valor sonoro convencional (ainda não aprendido).
  4. Estabelecer correspondência entre a pauta sonora e a escrita do texto
Conteúdo
Leitura na alfabetização inicial.
Anos
1º e 2º.
Tempo Estimado
Uma aula de 30 minutos em dias alternados aos de atividades de escrita, durante todo o ano.


Material necessário
Textos poéticos (parlendas, poemas, quadrinhas, canções, trechos de contos lidos).


DESENVOLVIMENTO
1ª ETAPA
Selecione parlendas, poemas, quadrinhas e canções que considere interessantes. Distribua uma cópia para cada estudante e leia com a classe. Para que os leitores não-convencionais participem da atividade, garanta que saibam o texto de cor.
2ª ETAPA
Informe onde se inicia o texto e proponha que todos leiam juntos, acompanhando o que está escrito com o dedo enquanto cantam ou recitam. O desafio será ajustar o falado ao escrito.
3ª ETAPA
Peça que procurem algumas palavras e socializem com o grupo as pistas usadas para encontrá-las. Faça com que justifiquem as escolhas e explicitem o procedimento para descobrir o que estava escrito. Nessas atividades são utilizados textos que já se sabe de cor para antecipar o que está escrito e letras e partes de palavras conhecidas para verificar escolhas.
4ª ETAPA
Uma variação da atividade é entregar as poesias recortadas em versos ou em palavras e pedir que sejam ordenadas. Para dar conta da tarefa, a garotada terá de acionar os conhecimentos que possui sobre o texto, os procedimentos de leitura já adquiridos e utilizar pistas gráficas (letras iniciais, finais etc.).
AVALIAÇÃO
Registre suas observações sobre a participação dos pequenos: quais foram as pistas utilizadas e como eles justificaram escolhas. Anote também quais foram as suas intervenções mais importantes para a orientação da turma. Essas observações são fundamentais para o planejamento das atividades que virão a seguir.

(retirado do blog Alfabetização em foco)

terça-feira, 1 de março de 2011

ALFABETIZAÇÃO

ERROS MAIS COMUNS NA ALFABETIZAÇÃO

- Deixar o aluno escrever sem intervir nem fornecer informações. A criança só avança ao receber ajudas desse tipo do professor.

- Pedir que os alunos copiem textos. Esse exercício mecânico pode, no máximo, ajudar a memorizar.

- Não desafiar os alunos a ler. Procurar nomes em listas, por exemplo, é essencial para entender a lógica do sistema de escrita.
- Ler para a turma sem destacar as características da linguagem. Depois de uma primeira leitura completa, é fundamental mostrar as expressões que ajudam a construir a forma e o significado dos textos.

- Explorar apenas as características de cada gênero sem produzi-lo. Conhecer a estrutura não garante as condições para a produção. Aprende-se a ler lendo e a escrever escrevendo.
 
- Não propor atividades com foco no sistema de escrita. É fundamental incluir atividades permanentes que levem a pensar sobre as relações grafofônicas.

- Insistir na leitura de um único gênero textual. As crianças precisam ter contato e familiaridade com uma variedade grande de textos para que consigam se comunicar por escrito em diferentes situações.
 
NOS PROJETOS...
- Focar o trabalho excessivamente no produto final. Os alunos aprendem muito mais com todo o processo do que com a chamada culminância.

- Não aproveitar os projetos para refletir sobre o sistema alfabético. Os alunos devem realizar registros e ter atividades de leitura em diversas etapas, articulando o sistema de escrita com as práticas de linguagem.
 
NAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS
- Prever atividades sem ligação ou continuidade. Uma atividade deve preparar para a outra. Pode-se, por exemplo, começar lendo uma versão tradicional de Chapeuzinho Vermelho e terminar com uma carta do Lobo a Chapeuzinho.

- Não ter clareza dos objetivos da sequência didática. É fundamental ter em mente o que se quer ensinar e o que deve ser avaliado.

FONTE: NOVA ESCOLA Nº 239

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL


Possibilitando às crianças um encontro com a matemática.
Existem muitas formas de conceber e trabalhar com a matemática na Educação Infantil. A matemática está presente na arte, na música, em histórias, na forma como organizo o meu pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis. Uma criança aprende muito de matemática, sem que o adulto precise ensiná-la. Descobrem coisas iguais e diferentes, organizam, classificam e criam conjuntos, estabelecem relações, observam os tamanhos das coisas, brincam com as formas, ocupam um espaço e assim, vivem e descobrem a matemática. Contudo, é importante pensarmos que tipo de materiais podemos disponibilizar para as crianças a fim de possibilitar-lhes tais descobertas.
Existem no mercado diversos materiais que podem ser utilizados pelos professores para enriquecer o contato com o universo matemático. São músicas, livros de histórias infantis, encartes de revistas, brinquedos e jogos pedagógicos, que podem ser facilmente encontrados e que permitem à criança o contato com os números, com as formas, com as quantidades, seqüências, etc. Além desse material, é possível que o professor crie seu próprio material de trabalho, confeccionando quebra-cabeças, seqüências lógicas, desenvolvendo atividades com ritmo, oferecendo palitos e outros materiais, propondo jogos e brincadeiras e possibilitando a criação das crianças.
 Kátia Stocco Smole--1999

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Diagnóstico na alfabetização para conhecer a nova turma

Mesmo antes de saber ler e escrever convencionalmente, a criança elabora hipóteses sobre o sistema de escrita. Descobrir em qual nível cada uma está é um importante passo para os professores alfabetizadores levarem todas a aprender


MANTENHA O FOCO  A sondagem deve ser individual, o que torna necessário propor ao resto da turma uma atividade que dispense ajuda. 

Nos primeiros dias de aula, o professor alfabetizador tem uma tarefa imprescindível: descobrir o que cada aluno sabe sobre o sistema de escrita. É a chamada sondagem inicial (ou diagnóstico da turma), que permite identificar quais hipóteses sobre a língua escrita as crianças têm e com isso adequar o planejamento das aulas de acordo com as necessidades de aprendizagem. Ela permite uma avaliação e um acompanhamento dos avanços na aquisição da base alfabética e a definição das parcerias de trabalho entre os alunos. Além disso, representa um momento no qual as crianças têm a oportunidade de refletir, com a ajuda do professor, sobre aquilo que escrevem.
No Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do programa Ler e Escrever, das secretarias estadual e municipal de Educação de São Paulo, a sondagem é descrita como uma atividade que envolve, num primeiro momento, a produção espontânea de uma lista de palavras sem apoio de outras fontes e pode ou não prever a escrita de algumas frases simples. Essa lista deve, necessariamente, ser lida pelo aluno assim que terminar de escrevê-la. O guia ressalta também que é por meio da leitura que o alfabetizador "pode observar se o aluno estabelece ou não relações entre aquilo que ele escreveu e aquilo que ele lê em voz alta, ou seja, entre a fala e a escrita".

As pesquisas sobre a psicogênese da língua escrita, realizadas por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky no fim dos anos 1970 e publicadas no Brasil em 1984, mostraram que as crianças constroem diferentes ideias sobre a escrita, resolvem problemas e elaboram conceituações. Aí entra o que pode ser considerado uma palavra, com quantas letras ela é escrita e em qual ordem as letras devem ser colocadas. "Essas hipóteses se desenvolvem quando a criança interage com o material escrito e com leitores e escritores que dão informações e interpretam esse material", conta Regina Câmara, membro da equipe responsável pela elaboração do material do Programa Ler e Escrever e formadora de professores.

No livro Aprender a Ler e a Escrever, Ana Teberosky e Teresa Colomer ressaltam que as "hipóteses que as crianças desenvolvem constituem respostas a verdadeiros problemas conceituais, semelhantes aos que os seres humanos se colocaram ao longo da história da escrita". E completa: o desenvolvimento "ocorre por reconstruções de conhecimentos anteriores, dando lugar a novas construções". Diagnosticar o que os alunos sabem, quais hipóteses têm sobre a língua escrita e qual o caminho que vão percorrer até compreender o sistema e estar alfabetizados permite ao professor organizar intervenções adequadas à diversidade de saberes da turma. O desafio é propor atividades que não sejam tão fáceis a ponto de não darem nada a aprender, nem tão difíceis que se torne impossível para as crianças realizá-las.

As quatro hipóteses

Ferreiro e Teberosky observaram que, na tentativa de compreender o funcionamento da escrita, as crianças elaboram verdadeiras "teorias" explicativas que assim se desenvolvem: a pré-silábica, a silábica, a silábico-alfabética e a alfabética. São as chamadas hipóteses. As conclusões desse estudo são importantes do ponto de vista da prática pedagógica, pois revelam que os pequenos já começaram a pensar sobre a escrita antes mesmo de ingressar na escola e que não dependem da autorização do professor para iniciar esse processo. "Todos eles precisam de oportunidades para pôr em jogo o que sabem para se aproximar pouco a pouco desse objeto importante da cultura", ressalta Regina.

Aqueles que não percebem a escrita ainda como uma representação do falado têm a hipótese pré-silábica. Ela se caracteriza em dois níveis. No primeiro, as crianças procuram diferenciar o desenho da escrita, identificando o que é possível ler. Já no segundo nível, elas constroem dois princípios organizadores básicos que vão acompanhá-las por algum tempo durante o processo de alfabetização: o de que é preciso uma quantidade mínima de letras para que alguma coisa esteja escrita (em torno de três) e o de que haja uma variedade interna de caracteres para que se possa ler. Para escrever, a criança utiliza letras aleatórias (geralmente presentes em seu próprio nome) e sem uma quantidade definida.


COMBINE ANTES  É importante
que a criança saiba que ela pode
escrever da melhor forma que
conseguir, mesmo que não
convencionalmente.

Quando a escrita representa uma relação de correspondência termo a termo entre a grafia e as partes do falado, a criança se encontra na hipótese silábica. O aluno começa a atribuir a cada parte do falado (a sílaba oral) uma grafia, ou seja, uma letra escrita.

Essa etapa também pode ser dividida em dois níveis: no primeiro, chamado silábico sem valor sonoro, ela representa cada sílaba por uma única letra qualquer, sem relação com os sons que ela representa. No segundo, o silábico com valor sonoro, há um avanço e cada sílaba é representada por uma vogal ou consoante que expressa o seu som correspondente.

A hipótese silábico-alfabética corresponde a um período de transição no qual a criança trabalha simultaneamente com duas hipóteses: a silábica e a alfabética. Ora ela escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, ora representando as unidades sonoras menores, os fonemas. Quando a escrita representa cada fonema com uma letra, diz-se que a criança se encontra na hipótese alfabética. "Nesse estágio, os alunos ainda apresentam erros ortográficos, mas já conseguem entender a lógica do funcionamento do sistema de escrita alfabético", explica Regina.

O professor deve realizar a primeira sondagem no início do período letivo e, depois, ao fim de cada bimestre, mantendo um registro criterioso do processo de evolução das hipóteses de escrita das crianças. Ao mesmo tempo, é fundamental uma observação cotidiana e atenta do percurso dos alunos. "A atividade de sondagem representa uma espécie de retrato do processo naquele momento. E como esse processo é dinâmico e na maioria das vezes evolui muito rapidamente, pode acontecer de, apenas alguns dias depois da sondagem, um ou vários alunos terem dado um salto", ressalta Regina. "As sondagens bimestrais são importantes também por representarem dispositivos de acompanhamento das aprendizagens para os pais, bem como um retrato da qualidade do ensino para as redes, que podem ajustar seus programas de formação continuada de professores em regiões onde os resultados mostram que os estudantes não estão evoluindo da maneira desejada."

Investigação individual
O melhor é que a atividade seja feita individualmente, com o professor chamando um aluno por vez, que deve tentar escrever algumas palavras e uma frase ditadas. Enquanto isso, o resto da turma precisa estar envolvido em uma atividade diversificada em que não seja necessária a ajuda do professor (a cópia de uma cantiga, a produção de um desenho, um jogo etc.). Essa é a estratégia usada por Eduardo Araújo, na EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Alguns dias após o retorno às aulas, ele deixa as crianças envolvidas com jogos e brincadeiras sob a supervisão da estagiária que o acompanha em sala. Alfabetizador há mais de sete anos, Araújo sabe bem o valor da sondagem inicial. "Conhecendo a situação de cada aluno, consigo pensar melhor como será a rotina do bimestre e quais as intervenções devo fazer para ajudar os menos avançados a entender a lógica do sistema de escrita."

ADOTE SINAIS Fazer luma marcação
nos textos produzidos é útil para
registrar como o aluno lê o que
escreve e se ele se detém ou não
em cada letra.
O ditado deve ser iniciado por uma palavra polissílaba, seguida de uma trissílaba, de uma dissílaba e, por último, de uma monossílaba - sem que o professor, ao ditar, marque a separação das sílabas (leia no quadro abaixo como preparar a lista de palavras). Após a lista, é preciso ditar uma frase que envolva pelo menos uma das palavras já mencionadas, para poder observar se o aluno volta a escrevê-la de forma semelhante, ou seja, se a escrita da palavra permanece estável mesmo num contexto diferente.

No começo de 2008, a escola onde Araújo leciona passava por grande reforma. Aproveitando a curiosidade das crianças, ele resolveu trabalhar com uma lista de objetos usados na obra do prédio. As palavras ditadas foram ferramenta, martelo, ferro e pá. E a frase escolhida foi: usei a pá na reforma.

FONTE: NOVA ESCOLA